quinta-feira, 27 de abril de 2017

Desenvolvimento do objeto para aula de 04/05

Para o desenvolvimento do objeto é necessário que todos sistematizem o repertório teórico trabalhado nas aulas até o momento. Para isso solicitamos que vocês postem a pergunta do grupo sobre o virtual e desenvolvam um parágrafo com uma discussão individual e também postem os dois exemplos do grupo no seminário de design de interação e desenvolvam um parágrafo individual sobre as características que acharam relevantes nos exemplos. As duas discussões devem ser feitas a partir do repertório que vem sendo acumulado até o momento, tanto do ponto de vista do recurso para desenvolvimento, quanto do ponto de vista do que o trabalho propõe (lembrem-se que não são categorias estanques, mas podem ser superpostas):
programática, causalística, finalística;
prefiguração/representação (solução de problema) e problematização; 
seleção e criação; 
combinatória e mapeamento; 
interface e interação (reativa, proativa e dialógica); 
desenvolvimento tecnológico e desenvolvimento social;
funcionalidade (monofuncional, multifuncional e transfuncional), flexibilidade e polivalência; 
interatividade não-interativa e interatividade interativa; 
substância e evento;
potencial, real, virtual e atual; 

Essas discussões devem informar o processo de desenvolvimento do objeto e prototipagem da eletrônica ampliando as possibilidades de interação.

Para a aula de 04/05 todos devem trazer o objeto já com prototipagem da eletrônica (desenvolvam isso no Lagear, para testar possibilidades, antes de comprar qualquer coisa).

domingo, 23 de abril de 2017

Seminário de Design de Interação 27/04

Para informar o processo de trabalho no objeto interativo faremos um seminário na próxima quinta 27/04. O seminário contará com uma apresentação de cada grupo (entre 5 e 10 minutos cada). Cada aluno deve pesquisar possibilidades de interação em objetos, espaços e eventos. Para facilitar, indicamos os principais grupos e artistas trabalhando com design de interação e áreas afins (como arte cinética). Cada grupo deve se juntar e discutir características de interação identificadas nos trabalhos escolhidos por todos os membros e eleger dois trabalhos que achou muito relevantes.
Solicitamos que cada grupo traga um exemplo escolhido dentre as referências que indicamos e outro escolhido a partir de investigação própria (a ideia é que vocês experimentem aprofundar na pesquisa de um assunto). As referências que indicamos para começar a pesquisa são as seguintes:

Arte cinética:
Lygia Clark, Alexander Calder, Abraham Palatnik, O Grivo, Arthur Ganson, Theo Jansen, Guto Lacaz, Zimoun, Christian Moeller <http://www.christian-moeller.com>

Referências arquitetônicas:
Interactive Architecture http://www.interactivearchitecture.org/
Rafael Lozano-Hemmer http://www.lozano-hemmer.com/projects.php (principalmente as instalações "Relational Architecture")
Usman Haque http://www.haque.co.uk/

Como fazer:
Instructables http://www.instructables.com/

Laboratórios e escolas de design de interação: 
Royal College of Art, Londres - curso de design interactions - http://www.interaction.rca.ac.uk/; pesquisar também IVREA (Interaction Design Institute IVREA), TU Delft, IDEO (design and innovation consultancy);
Interaction design IUAV, Veneza - http://www.interaction-venice.com/interaction-design-projects.html - ver ambient interaction themes;
Situated Technologies, University of Buffalo School of Architecture and Planning -http://ap.buffalo.edu/research/research-centers/center-for-architecture-and-situated-technologies.html; pesquisar também ZKM (Zentrum für Kunst und Medientechnologie, Centro de Artes e Mídias de Karlsruhe, na Alemanha) e o artista Jeffrey Shaw (fundador do ZKM);
Copenhagen Institute of Interaction Design, Copenhague - http://ciid.dk/education/portfolio/;
MIT media lab - http://www.media.mit.edu/research/groups-projects
MIT media lab Fluid interfaces - http://www.media.mit.edu/research/groups/fluid-interfaces;
MIT media lab Object-Based Media - http://www.media.mit.edu/research/groups/object-based-media;
MIT media lab Responsive Environment - http://www.media.mit.edu/research/groups/responsive-environments;
MIT media lab Tangible Media - http://www.media.mit.edu/research/groups/tangible-media;
Interrogative Design Group - http://interrogative.org/about/ (que era originalmente do MIT)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Recursos, apostilas, programas e sites úteis para eletrônica


Eletrônica:

Haque e Somlai-Fischer - 2005 - Low tech sensors and actuators (em inglês)
How to get what you want (como fazer sensores low tech - em inglês) 
Kit-of-No-Parts (tutoriais diversos para uso de componentes eletrônicos - em inglês)
 Curso Básico de Eletrônica (série de vídeos)

Arduino:

www.arduino.cc (site oficial com tutoriais, downloads, bibliotecas)
Arduino Comic (em inglês)
Arduino Uno - Esquemático (projeto esquemático da placa)
Illustrated Arduino Guide (em inglês)
Curso básico de Arduino (série de vídeos)

Programas:

IDE do Arduino (interface de desenvolvimento para o Arduino)
Fritzing (programa para a criação de esquemas de circuitos)
Processing (Interface de programação para artes visuais)
Autodesk Circuits (criação de circuitos online)
Calculadora eletrônica (app para Android com tabelas, conversores, calculadoras)
Led Calculator (calculadora online para leds)

Preparação para aula de 24/04 - virtualidade e interatividade

Debate sobre Interatividade e Virtualidade
Todos devem ler os textos abaixo individualmente, discutí-los em seus respectivos grupos e formular uma pergunta (do grupo) para debate em sala.

Roteiro para visita ao Inhotim dia 20/04

Cada grupo (9 pessoas) deve pesquisar sobre artistas, obras e galerias no Inhotim e escolher uma galeria (cujo prédio tenha sido desenhado especificamente para o/a artista ou obra). 

OBS.: 
  • Nos encontraremos às 7h30 no Radamés
  • Considerem levar lanche, pois a alimentação no Inhotim é cara
  • Levem carteira de estudante para pagar meia (quem não tiver carteira de estudante ainda, providenciar declaração do Colegiado, assinada e com carimbo)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Inicio do processo de concepção do objeto interativo com eletrônica

O próximo trabalho será um processo de concepção e produção de um objeto interativo com eletrônica. Tal objeto (programático) pode ser inspirado nos pressupostos que vocês usaram para os objetos iniciais ou podem partir de pressupostos reformulados ou totalmente novos. Lembrem-se que o objeto deve ampliar as possibilidades de interação entre as pessoas e das pessoas com o objeto. Para inspirar, leiam o texto: Flusser, Vilem. 'Design: obstáculo para remoção de obstáculos?'. O mundo codificado, São Paulo: Cosac Naify, 2008, pp. 193–98.

Para o processo de concepção do objeto, primeiro formulem abstratamente o que o objeto pretende promover no mundo (se a prefiguração vier antes, tentem a estratégia do “passo atrás”, abstraindo do que prefigurarem características que são importantes manter). Lembrem-se do que diz Cedric Price: ‘no one should be interested in the design of bridges—they should concern with how to get to the other side’ (Price, Cedric, The square book, London: Wiley, 2003, p.51)

Depois de ter claro o que vocês querem promover com o objeto interativo, comecem a pensar em como materializar o objeto usando eletrônica. Para a aula de segunda feira (17/04) é importante que todos tenham uma espécie de maquete ou protótipo do objeto para crítica. O importante nessa etapa é começar a investigar volumetricamente possibilidades de materializar a ideia do objeto com eletrônica (pode ser um protótipo na escala 1:1 simulando o funcionamento do objeto; uma maquete em escala reduzida representando o objeto a ser desenvolvido; uma maquete em escala 1:1 sem eletrônica para desenvolvimento futuro; ou outro tipo de representação volumétrica que mostre da melhor maneira possível, e sem custos, possibilidades para desenvolvimento da ideia abstrata do objeto).

Na segunda feira vocês vão criticar as ideias dos colegas para aprimoramento e desenvolvimento do objeto com eletrônica. Por isso é fundamental que todos levem a ideia materializada de alguma forma.


Bom feriado.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Postagens para segunda 17/04

Após as visitas ao parque e ao museu da Pampulha, todos devem postar o croquis do Parque, um parágrafo com a discussão sobre percepção mediada e imediata (experiência da representação no Google Street View e experiência presencial), um parágrafo sobre o filme Um lugar ao sol, um croquis do Museu da Pampulha e complementação do parágrafo sobre diferença entre roupa e arquitetura (pós discussão no Museu).

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Visita ao Museu da Pampulha 10/04 (saindo da escola às 8h00)

Na segunda (10/04) faremos a visita ao Museu da Pampulha. O ônibus sairá da porta da Escola às 8h00. 
Para informar a visita solicitamos que os alunos façam uma pesquisa prévia (idealmente em grupos de 3 para discutirem e trocarem informações e opiniões). O objetivo é que vocês entendam o contexto do projeto. Sugerimos que vocês pesquisem sobre os cinco princípios da arquitetura moderna de Le Corbusier, sobre o arquiteto (Oscar Niemeyer), sobre a Pampulha e seus edifícios (principalmente o Cassino — atual Museu de Arte Moderna) e sobre outros aspectos contextuais do projeto da Pampulha e do Cassino(políticos, sociais, culturais, econômicos).

- ler o texto "arquitetura ou Arquitetura" de Lina Bo Bardi: Bardi, Lina Bo, arquitetura ou Arquitetura, in Silvana Rubino e Marina Grinover (orgs.), Lina por escrito – textos escolhidos de Lina Bo Bardi, São Paulo: Cosac Naify, 2009, pp. 90–93.

- Levar material de desenho
- Levar lanche (nem sempre há como comprar lanche nas proximidades do museu) - sugerimos que vocês organizem um pic nic

A UFMG exige uma lista dos passageiros, então a turma deve se organizar e fazer uma lista com o nome, RG e telefone de cada aluno (todos que vão à Pampulha). Essa lista deve ser enviada para o e-mail professores.aia@gmail.com o quanto antes.

Quem quiser ir direto para a Pampulha, por favor anote na lista (a lista deve ser completa com todos os presentes na visita e anotaremos os que não vão de ônibus). Devemos chegar ao Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino) por volta de 8:30.

Para a aula de 06/04 no Parque Municipal

Quinta-feira a aula será no Parque Municipal. Nos encontraremos às 7:30 na entrada principal.



Para a aula no Parque Municipal solicitamos que cada aluno visite, por meio do Google Street View, o parque e seus arredores (Avenida Afonso Pena, Rua da Bahia, Avenida dos Andradas). A ideia é que vocês sejam capazes de distinguir a percepção sócio-espacial via representação (mediada por ferramentas digitais) da presencial (experiência imediata). Isso parece óbvio, mas abre muitas possibilidades para discussão.

Nessa visita pelo Google todos devem observar e fazer anotação de 3 lugares (ou 3 olhares para um ou mais lugares):
1. identificando elementos espaciais que achem interessantes; 
2. identificando apropriações das pessoas;
3. identificando alguma transformação que tenha deixado o lugar mais aberto ao uso (para esse último devem recorrer ao histórico do Google Street View, que só existe para os arredores do parque). 
A ideia é que observem como vocês experienciam esses lugares pelo Google Street View e depois (já no parque na quinta fieira) como experienciam presencialmente o espaço físico para discutirmos representação e experiência (contemplação e engajamento corporal / espetáculo e experiência), e também que isso sirva para aprofundar a discussão sobre o potencial dos espaços (não só constatação do existente).

Depois de terem feito o passeio não presencial aos arredores do parque pelo Google Street View e identificado as 3 tipos de lugar, sugerimos que vejam dois conjuntos de referências.

Um primeiro é um levantamento feito pelo grupo urb i, usando imagens do Google Street View, de 41 espaços públicos que foram transformados, passando de meros espaços de circulação (antes) a espaços realmente de uso público (depois da transformação). A ideia é que vocês comecem a olhar para os espaços públicos imaginando seu potencial e não apenas registrando a situação atual. http://www.techinsider.io/urbi-before-after-gallery-2015-8?utm_content=bufferb2caf&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer-ti 

Um segundo conjunto de referências (abaixo) traz fragmentos de textos para estimular a discussão sobre a experiência da representação e a experiência da cidade. 

 
Qu’est qui limite la représentation?
~ What limits representation?
Brecht had wet laundry put in the actress’s laundry basket so that her hip would have the right movement, that of the alienated laundress.  Well and good; but stupid too, no?  For what weighs down the basket is not the laundry but time, history, and how represent such a weight as that?  It is impossible to represent the political: it resists all copying, even when you turn yourself out to give it all the more verisimilitude.  Contrary to the inveterate belief of all social arts, where politics begins is where imitation ceases. 
[Roland Barthes, Roland Barthes by Roland Barthes, London: Macmillan, 1988, p. 154.]



In that empire, the art of cartography had reached such perfection that the map of a sole province occupied a whole city, and the map of the empire, a whole province.  In time, these immense maps were not satisfying and the Cartographers’ Colleges made a map of the empire in the size of the empire coinciding point by point with the very empire. Less attached to the study of cartography, the next generations understood that this extensive map was useless.
[Jorge Luis Borges, História universal da infâmia, Rio de Janeiro: Globo, 1988. p. 71.]



We say the map is different from the territory.
But what is the territory?
Operationally, somebody went out with a retina or a measuring stick
and made representations which were then put on paper.
What is on the paper map is a representation of what was in 
the retinal representation of the man who made the map; 
and as you push the question back, 
what you find is an infinite regress, an infinite series of maps. 
The territory never gets in at all. […] 
Always, the process of representation will filter it out so that 
the mental world is only maps of maps, ad infinitum.

"The Map Is Not The Territory," 2002-2006
[Gregory Bateson (1904-1980), Anthropologist, Cyberneticist, Linguist, & Social Scientist]

Para a discussão sobre representação na arquitetura e as possibilidades de sua superação enquanto paradigma (voltando o olhar para a interação e discutindo a inserção das novas tecnologias digitais nos processos de projeto) já tínhamos postado o texto: BALTAZAR, A. P. Além da representação: possibilidades das novas mídias na arquitetura. V!RUS, São Carlos, n. 8, dezembro 2012. Disponível em: <http://www.nomads.usp.br/virus/virus08/?sec=4&item=1&lang=pt>
(Atenção: a interface do site é confusa. O artigo tem 4 "páginas", e a barra para passar para a próxima fica na parte superior)